
A Taqtile+I.ndigo obteve destaque na matéria de capa da Revista Administrador Profissional de março de 2013. A publicação, de responsabilidade do Conselho Regional de Administração de São Paulo, tem como objetivo abordar cases de sucesso e transmitir experiências profissionais a seus afiliados.
A reportagem de capa abordou o tema “Start-ups: em alta no Brasil”. Naturalmente, até porque a maioria das empresas caracterizadas como start-ups são de base tecnológica, o assunto acabou pendendo para a área de TI e suas diferentes formas de administração. Confira o trecho em que a Taqtile+I.ndigo é mencionada:
DESAFIOS - A busca permanente de algo novo também traz diversos desafios. “Pode parecer clichê, mas, para uma start-up dar certo, o administrador precisa contar com profissionais competentes que “vistam a camisa” e ajudem a promover o seu negócio, uma vez que os recursos (financeiros e de pessoas) são limitados no início do empreendimento e, muitas vezes, um colaborador precisa desempenhar mais de um papel para preencher a lacuna existente nos seus processos”, reflete Edmar Miyake, formado em Administração e um dos criadores da start-up Taqtile+I.ndigo.
Para Miyake, o mais difícil no começo do empreendimento é justamente conquistar tais profissionais. “Uma empresa iniciante não tem a imagem, transmite a segurança de carreira e tampouco oferece os benefícios de uma grande empresa. Portanto, o desafio se torna criar um ambiente que permita motivar o profissional, através da promoção da inovação, o conhecimento e desenvolvimento profissional, principalmente pela abertura que uma start-up possui.”
Além de fazer com que os colaboradores respondam de acordo com o tempo e a eficácia necessária para a consecução dos objetivos de rápido e sustentável resultado, há outro desafio das start-ups: a tentação de ceder aos assédios de compra da companhia. “O administrador tem que estar ciente da capacidade de a empresa vir a ser mais que uma start-up, mas uma empresa de sucesso perene”, alerta Jorge Aoni (coordenador do GEEI – Grupo de Excelência em Empreendedorismo e Inovação do CRA-SP).
Como não vai ter necessariamente um cargo, um título ou uma função específica, o profissional que trabalha numa start-up precisa ter qualidades diferentes daquele que atua numa empresa tradicional. “Ele deve ser multidisciplinar, assumir um projeto, ter capacidade para gerenciá-lo e operá-lo, o que eu acredito que seja positivo para adquirir competências adversas”, comenta Miyake. “Obviamente, com o crescimento da start-up, as áreas acabam sendo definidas e os processos mais claros, mas a estrutura hierárquica é bastante horizontal, estimulando a comunicação e a troca de conhecimentos.”
REPERCUSSÃO GLOBAL - Responsável pelo aplicativo Inaugural da cerimônia de posse do presidente Barack Obama, realizada no início do ano, e o aplicativo RoyalWedding para o casamento de Kate Middlelton com o príncipe William, que foi baixado por mais de 500 mil pessoas nos primeiros dias, a start-up brasileira Taqtile+I.ndigo, fundada há cinco anos, hoje tem uma subsidiária comercial nos Estados Unidos, 40 funcionários e obteve um faturamento de R$ 10 milhões em 2012 – “um crescimento de aproximadamente 300% em relação ao ano anterior”, assinala Edmar Miyake, um dos criadores da start-up.
A abertura das portas para ser a responsável por aplicativos de repercussão internacional veio por meio da parceria estabelecida com a gigante norte-americana de telefonia AT&T. “Com uma equipe extremamente competente e com uma cultura que promove o conhecimento, conseguimos fomentar nosso patrimônio intelectual, o que permitiu desenvolvermos projetos inovadores e competitivos no mercado. Essa qualidade técnica chamou a atenção de um de nossos clientes que possuía base nos Estados Unidos e se estendeu à AT&T, que na época estava em busca de parceiros para desenvolver as soluções mobile”, recorda Miyake .
A Taqtile+I.ndigo também é responsável pelo desenvolvimento de outros aplicativos, como o Stanford, criado para o time de futebol americano da Universidade de Stanford, o Athina Onassis Horse Show, aplicativo para um dos maiores eventos de hipismo no Brasil, e o Dollar General, para a grande rede varejista com aproximadamente 10 mil lojas espalhadas por mais de 40 estados norte-americanos.
A reportagem de seis páginas mencionou pouquíssimas empresas e de acordo com dados apresentados na própria matéria, existem mais de 10 mil companhias em operação no país que se encaixam na definição “start-up”, o que só aumenta o nosso orgulho por sermos um dos entrevistados.
Para os mais curiosos, a revista completa está disponível para download no próprio site do CRA-SP.